Castilho

JBS NÃO DÁ SATISFAÇÃO SOBRE MAU CHEIRO DO CONFINAMENTO

CASTILHO-  A JBS colocou para funcionar por mais esse ano, um dos maiores confinamentos de gado de corte do país, bem próximo a uma zona urbana do loteamento Iate Urubupungá, às margens da represa de Jupiá no município de Castilho. São mais de 30 mil cabeças de gado.

E mais uma vez, os 300 moradores do bairro, somados a milhares de turistas que frequentam os ranchos de lazer, tentam sensibilizar as autoridades e a direção da empresa, para que providenciem o fim dos problemas de mau cheiro e poeira. O odor considerado “insuportável” ocorre geralmente a partir do final da tarde.

Nossa reportagem produziu matéria de vídeo. Ouvimos lideranças locais como Simone Pereira da Silva, Jorge Roberto de Paula e Gilberto Froni. Eles afirmam que 200 pessoas assinaram um abaixo assinado, encaminharam para a Prefeitura, mas a prefeita informou que o caminho seria o Ministério Público. Esse ano, os moradores prometem levar o tema para ao Curadoria do Meio Ambiente no Fórum de Andradina.

A redação do Jornal Noroeste Rural Multimídia enviou solicitação de informações para a assessora de imprensa Carla Saemi, da empresa que presta esse serviços ao Grupo JBS. De início pareceu interessada e preocupada em retornar as informações. Mas, infelizmente já se passaram duas semanas e ela nada respondeu. Não houve qualquer satisfação ao nosso pedido de explicação.

Tudo que foi antecipado por ela, antes de receber a reclamação oficial, é que a empresa trabalha sempre com autorização expressa da CETESB- Companhia Estadual de Tecnologia e Saneamento Ambiental. Mas, os moradores acreditam que as visitas técnicas da CETESB, que certamente foram reduzidas após o fechamento da unidade de Araçatuba e a transferência dos serviços para Presidente Prudente, foram reduzidas ou praticamente inexistem por falta de pessoal.

O mau cheiro veio depois do loteamento, uma vez que as casas já estavam construídas naquele local quando a CETESB autorizou o funcionamento do confinamento. Agora são quatro meses de tormento para os moradores. Eles enrolam as explicações e fiscalizações. Depois os bois gordos são abatidos e o assunto cai no esquecimento por mais um tempo.

Só não cai no esquecimento dos moradores. Se o mau cheiro e a poeira não foram controladas, os prejuízos representarão grande perda para o turismo de Castilho. O bairro inclusive, considerado como extensão urbana, certamente não deveria permitir uma atividade poluidora tão próxima.